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Marketing médico

Quanto um médico deve investir em anúncio

Por · Beatus Mídias · Rio de Janeiro · Atualizado em agosto de 2026 · leitura de 7 min

Resposta direta: Quanto um médico deve investir em anúncio depende da agenda, não do bolso. Conte os horários novos que você consegue abrir por mês, veja quanto sobra de margem em cada paciente novo e decida quanto dessa margem aceita entregar para a mídia. Vinte vagas com R$ 80 cedidos por paciente dão um teto de R$ 1.600 no mês.

A conta começa na agenda, não na verba

Vale inverter a pergunta antes de responder. O médico quer saber quanto precisa colocar por mês para o anúncio funcionar, e a primeira conta a fazer é outra: quantos horários novos a agenda aguenta receber. Se você atende quatro dias por semana e consegue abrir dez vagas novas por mês sem sacrificar retorno nem cirurgia, é esse número que define todo o resto. Verba maior que a capacidade não enche a agenda, enche a caixa de mensagens de gente que não vai ser atendida no prazo.

Separe as vagas em três blocos antes de calcular qualquer coisa: os horários já ocupados por retorno, os que você reserva para indicação e encaixe, e os que estão realmente livres para paciente novo. Só o terceiro bloco entra na conta. Faça essa separação com o calendário aberto e você pode descobrir que sobram seis vagas por mês, não trinta, e que o problema não era falta de anúncio. Nesse caso, arrumar a própria agenda rende mais do que abrir campanha, assunto de agenda cheia e faturamento parado.

Anote também a distribuição. Dez vagas por mês espalhadas em quatro semanas é uma coisa, dez vagas concentradas numa única quinta-feira é outra. O anúncio entrega demanda todo dia, e paciente que pede horário na segunda e só consegue ser atendido semanas depois some no caminho. Se a sua distribuição é concentrada, a verba precisa ser menor e a campanha precisa rodar em janelas, não no mês inteiro. Capacidade não é só quantidade, é também quando ela existe.

Quanto sobra, de fato, de um paciente novo

O valor da consulta é o piso, não o número que importa. O que interessa é quanto um paciente novo deixa no consultório ao longo do primeiro ano, contando retorno, exame solicitado dentro da clínica, procedimento e a chance de indicação. Um ortopedista que cobra R$ 400 na primeira consulta e conduz um tratamento de três meses não está vendendo R$ 400. Puxe os últimos seis meses do seu prontuário e tire a média real por paciente novo, mesmo que na mão.

Convênio e particular precisam de contas separadas. O repasse do convênio costuma ser fixo e menor, o volume é maior e o intervalo entre atendimento e pagamento é longo, o que muda tudo na hora de decidir quanto colocar em mídia. Anúncio que atrai paciente de convênio pede verba pequena e foco em agenda ociosa. Anúncio de particular aguenta verba maior porque o valor por atendimento é maior. Misturar os dois numa campanha só produz um custo médio que não diz nada, assunto que abrimos em convênio ou particular no anúncio.

Do valor bruto ainda sai o custo de atender. Material, exame, repasse de equipe, imposto e o tempo de sala que aquele horário consome não entram no seu bolso, e é a sobra que sustenta mídia. Tire tudo isso e você chega na margem por paciente novo, que é o número de onde a verba sai. Vale alinhar antes o que entra no criativo e na página, porque anúncio reprovado ou conta bloqueada queima orçamento sem gerar um paciente: comece por o que a clínica pode anunciar e por publicidade médica hoje.

Da margem por paciente ao teto de mídia

Com a capacidade e a margem na mão, o resto é aritmética. Multiplique as vagas realmente livres pelo valor do paciente novo e você tem o faturamento possível do mês. Depois decida quanto da margem de cada paciente aceita entregar para a mídia: esse valor cedido, multiplicado pelas vagas, é o seu teto de verba. Quem já recebe indicação e procura espontânea pelo perfil no Google cede pouco. Quem tem nome novo na região ou está abrindo uma especialidade cede mais, porque o anúncio é a porta principal.

Entre a verba e o paciente existem quatro filtros: quanta gente clica, quantas conversas começam, quantas conversas viram horário marcado e quantas marcações viram comparecimento. Cada filtro derruba parte do volume, e é por isso que dobrar a verba raramente dobra a agenda. Meça os quatro desde o primeiro mês, mesmo que numa planilha simples. Sem esses números você não sabe se o problema é o anúncio, a página, o atendimento ou a falta, e vai continuar discutindo valor de verba sem motivo. Como reduzir falta na consulta ataca o último filtro.

Trate o teto como algo móvel. Se as vagas encheram e ainda sobrou procura, suba a verba até bater de novo no limite da agenda. Se a agenda não encheu, o problema raramente se resolve colocando mais dinheiro: revise a oferta, o tempo de resposta e a página de destino primeiro. A regra prática é curta. A verba sobe quando a capacidade sobe, quando a margem por paciente sobe ou quando a conversão melhora, nunca porque o mês foi fraco e bateu a ansiedade.

Capacidade, ticket e margemFaturamento possívelTeto de mídia que você definiu
10 vagas a R$ 250, margem R$ 150R$ 2.500Cede R$ 50 por paciente: R$ 500
15 vagas a R$ 800, margem R$ 500R$ 12.000Cede R$ 150 por paciente: R$ 2.250
20 vagas a R$ 400, margem R$ 260R$ 8.000Cede R$ 80 por paciente: R$ 1.600
30 vagas a R$ 500, margem R$ 300R$ 15.000Cede R$ 100 por paciente: R$ 3.000
40 vagas a R$ 350, margem R$ 200R$ 14.000Cede R$ 60 por paciente: R$ 2.400

O piso de volume que a campanha precisa

Existe um limite embaixo. Campanha com verba muito baixa entrega tão pouco volume que nem a plataforma nem você conseguem tirar conclusão dela. Em busca por termos de saúde, o clique de especialidade disputada custa caro, e uma verba de poucos reais por dia compra um punhado de cliques por semana, insuficiente para separar o que funciona do que foi acaso. O sinal de que você chegou no volume mínimo é observável: o custo por conversa para de pular de uma semana para a outra. Se o seu teto não compra esse volume, a decisão não é esticar o orçamento, é reduzir o escopo.

Reduzir escopo significa concentrar. Um bairro em vez da cidade inteira, um problema clínico em vez do cardápio completo do consultório, um canal em vez de dois. Verba pequena bem apontada em Icaraí produz mais conversa do que a mesma verba espalhada pela região metropolitana. O mesmo vale para o serviço: anuncie a especialidade que você quer encher, e não a lista de tudo que a clínica faz, discussão que está em anunciar procedimento ou a clínica. É a diferença entre aparecer para pouca gente certa e sumir no meio de muita gente errada.

Reserve verba para mais de um ciclo de ajuste. O começo serve para calibrar público, criativo e atendimento, e é normal que o custo por paciente desse período seja o pior de todos. Considere a campanha lida quando o custo por conversa estabiliza e o volume já permite comparar dois públicos ou dois criativos com diferença clara. Desligar antes disso paga o preço do ajuste sem ficar com o resultado dele, e é a diferença entre concluir que já tentei tráfego pago e não funcionou e ter número para decidir.

Onde a conta desanda depois de pronta

A parte mais cara do processo costuma estar fora do anúncio. Paciente que manda mensagem às onze da manhã e recebe resposta no dia seguinte já procurou outro consultório. Antes de discutir se a verba é R$ 800 ou R$ 1.500, garanta que existe alguém, ou uma IA de atendimento bem configurada, respondendo em minutos e com autoridade para oferecer horário. Um consultório que responde rápido extrai mais agenda da mesma verba do que um que responde bem, mas devagar. A comparação está em IA no WhatsApp ou secretária humana.

O perfil no Google entra na decisão sem custar mídia. O paciente vê o anúncio, pesquisa o seu nome, cai no perfil e decide ali, olhando categoria, endereço, fotos e as avaliações mais recentes. O que costuma estar quebrado é justamente isso: categoria genérica, endereço que não bate com o do site, foto de fachada antiga e avaliação sem resposta. Arrume o perfil antes de subir verba, com o checklist de perfil otimizado e com Google Meu Negócio para clínica médica. Ele continua rendendo no mês em que você pausa a campanha.

Por último, a falta. Uma agenda com muitas ausências transforma verba em prejuízo silencioso, porque você pagou pelo paciente, reservou o horário e não faturou nada. Confirmação no dia anterior, lembrete no mesmo dia e política clara de remarcação recuperam parte disso sem custo de mídia. Faça essa conta com honestidade: se um em cada quatro marcados não aparece, o seu custo real por paciente atendido é um terço maior do que o número bonito que aparece no painel da plataforma.

A resposta é um teto, e ele é seu

Não existe número universal para consultório médico porque não existe agenda universal. O que existe é um caminho: contar as vagas livres de verdade, medir quanto vale um paciente novo no ciclo completo, tirar o custo de atender para chegar na margem e decidir quanto dessa margem você aceita entregar para a mídia. Multiplicado pelas vagas do mês, isso é o seu teto. Se o teto não compra volume suficiente para ler resultado, aperte o escopo em vez de esticar o orçamento.

Feita a conta, o trabalho vira manutenção. Você acompanha quantas conversas viram horários, quantos horários viram atendimento, e mexe na verba quando a capacidade, a margem ou a conversão mudam, não quando a ansiedade aperta. Médico que sabe montar essa conta para de contratar mídia no escuro e passa a conversar com a agência em cima de número, que é como essa discussão deveria ter começado.

Quer essa conta feita com os seus números?

A Beatus Mídias faz um diagnóstico gratuito do seu consultório. Olhamos a capacidade real da sua agenda, o seu perfil no Google e o que os concorrentes da sua região estão anunciando, e devolvemos a faixa de verba que faz sentido para o seu caso, com o raciocínio aberto. São 4 anos de operação e mais de 40 negócios atendidos, com sede em Maricá e trabalho em todo o Rio de Janeiro. Sem compromisso e sem proposta empurrada na primeira conversa.

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Perguntas frequentes

Qual é o valor mínimo para um médico anunciar?

Não existe número fixo, mas existe piso prático: verba que compre volume suficiente para separar o que funciona do que foi acaso, ou seja, conversas bastantes para o custo por conversa parar de oscilar. Em especialidade disputada, isso normalmente significa concentrar o investimento em um bairro e um serviço. Se o seu teto não alcança esse piso, reduza o escopo antes de aumentar o valor.

Como sei quanto posso pagar por paciente novo?

Pegue o que um paciente novo deixa no ciclo completo, tire o custo de atender e você tem a margem. Decida qual parte dessa margem aceita entregar para a mídia e multiplique pelas vagas livres do mês: esse é o teto. Cede pouco quem já tem indicação e procura espontânea, cede mais quem está começando ou abrindo especialidade nova.

Anúncio para convênio e para particular usa a mesma verba?

Não. O repasse do convênio é fixo e menor, então cada atendimento suporta menos mídia e a campanha serve mais para preencher agenda ociosa. Particular aguenta verba maior porque o paciente vale mais no ciclo completo. Separe as campanhas e as contas, senão o custo médio esconde qual das duas está se pagando.

Em quanto tempo o anúncio começa a encher a agenda?

As primeiras mensagens aparecem assim que a campanha começa a entregar, mas número confiável só existe quando o custo por conversa para de oscilar e o volume já permite comparar públicos e criativos. Planeje verba para mais de um ciclo de ajuste. Desligar antes disso significa pagar pelo ajuste e não usar nada do que ele mostrou.

Aumentar a verba enche a agenda mais rápido?

Só se a agenda tiver espaço e o atendimento acompanhar. Verba acima da capacidade gera mensagem que ninguém responde e horário que não existe, o que piora a reputação do consultório. Antes de subir o valor, verifique tempo de resposta, taxa de comparecimento e vagas realmente livres. A verba sobe quando capacidade ou conversão sobem.

Bruno Vasconcellos, Fundador da Beatus Mídias

Bruno Vasconcellos

Fundador da Beatus Mídias, agência de tráfego pago, CRM e inteligência artificial para vendas, com sede em Maricá (RJ). Opera mídia para negócios locais no Rio de Janeiro desde 2022.

Sobre o autor