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Como vender delivery numa cidade sazonal: o caso Búzios

Por · Beatus Mídias · Maricá (RJ) · Publicado em setembro de 2026 · leitura de 6 min

Resposta direta: Búzios tem pouco mais de 40 mil moradores fixos. No Réveillon da virada de 2025 para 2026, a população chegou a 471.245 pessoas, mais de 10 vezes o tamanho normal da cidade, segundo o contador de veículos da concessionária que administra a rodovia de acesso. Nenhuma campanha de delivery com verba fixa o ano inteiro sobrevive a uma oscilação dessas. A solução é dimensionar por temporada, não por mês.

A escala do problema, em números

O crescimento não é gradual, é uma rampa: segundo o mesmo levantamento, a população foi de 126.157 pessoas em 26 de dezembro para 471.245 em 31 de dezembro, um salto de quase 4x em cinco dias. Depois do Réveillon, a queda também é rápida: 197.158 pessoas já em 6 de janeiro, ainda quase 5 vezes a população residente, mas bem abaixo do pico.

DataPopulação estimada
26/12/2025126.157
29/12/2025255.306
31/12/2025 (pico)471.245
01/01/2026392.752
06/01/2026197.158

Fonte: contador de veículos da concessionária Prolagos, via Clique Diário, 06/01/2026.

O que isso muda na prática da campanha

Uma campanha pensada para 40 mil pessoas quebra quando a cidade recebe dez vezes esse público em poucos dias. E o oposto também é verdade: uma campanha dimensionada para o pico desperdiça verba brutalmente no resto do ano. O caminho é tratar a sazonalidade como parte do plano, não como imprevisto:

  1. Mapeie o calendário da sua cidade. Réveillon, Carnaval, feriados prolongados e temporada de verão têm pesos diferentes, e o calendário de Búzios não é o mesmo de Cabo Frio ou de qualquer outra cidade turística.
  2. Escale a verba antes do pico, não durante. Quem só aumenta o investimento quando o movimento já começou perde os primeiros dias mais caros e concorridos.
  3. Mantenha o canal próprio vivo na baixa temporada. Verba menor, foco no morador local, mas sem desligar. É isso que evita começar do zero quando o fluxo volta a crescer.
  4. Trate o turista fiel como ativo, não como visita única. Quem virou cliente na alta temporada volta a pedir quando retorna à cidade, se você guardar esse contato em vez de deixar o pedido morrer no aplicativo.

Sazonalidade extrema pede plano, não pânico

Búzios é o exemplo mais extremo dentro do portfólio de cidades que atendemos, mas o princípio vale para qualquer negócio sazonal: a variação de demanda não é um problema a ser ignorado, é o dado mais importante para montar a campanha certa.

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Perguntas frequentes

Quanto a população de Búzios cresce na alta temporada?

No Réveillon de 2025 para 2026, a população de Búzios chegou a 471.245 pessoas, mais de 10 vezes os pouco mais de 40 mil moradores fixos, segundo o contador de veículos da concessionária que administra a rodovia de acesso à cidade.

Como saber quando reforçar a verba de anúncio numa cidade sazonal?

Acompanhando o calendário turístico da cidade, não o calendário genérico. Réveillon, Carnaval e temporada de verão têm datas diferentes de impacto em cada cidade, e a campanha precisa escalar verba e alcance nos dias que antecedem cada pico, não durante.

Vale a pena manter a campanha ativa na baixa temporada?

Vale, com verba menor e foco no morador local. Isso mantém o canal próprio vivo e o relacionamento com o cliente fiel, para que a campanha não precise recomeçar do zero quando o movimento voltar a crescer.

Bruno Vasconcellos, fundador da Beatus Mídias

Bruno Vasconcellos

Fundador da Beatus Mídias, agência de tráfego pago, CRM e inteligência artificial para vendas, com sede em Maricá (RJ). Opera mídia para negócios locais no Rio de Janeiro desde 2022.

Sobre o autor